quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Penalidade máxima!

Talvez não seja a maneira mais justa de decidir uma partida. Mas quem disse que há justiça no futebol? Depois de 90 minutos do tempo normal e mais 30 de prorrogação os jogos precisam terminar de alguma maneira.
Vilã dos atacantes e heroína dos goleiros, ela não aparece nas partidas com muita frequência, porém, quando dá a caras é um Deus nos acuda. Assim podemos definir a tal decisão por pênaltis.
Nós brasileiros já experimentamos em Copas do Mundo os dois lados da moeda. Em 1986 fomos eliminados pela França e 1994 o Tetracampeonato veio através dela.
Como corintiano posso destacar três oportunidades em que fiquei frente a frente com essa bendita definidora de partidas. Fomos eliminados da Libertadores pelo arquirrival. Contudo em 2000 nos consagramos Campeões Mundiais Interclubes ganhando do Vasco em pleno Maracanã. Valeu Edmundo.
Segue abaixo alguns vídeos de épicas decisões por pênaltis.
http://www.youtube.com/watch?v=jSbn3AU82Kg
http://www.youtube.com/watch?v=MSss4fvAIRg
http://www.youtube.com/watch?v=pw9uM80mVBI

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eternamente Leo

Quando o lateral esquerdo Leo vestia camisa no Santos, sempre foi sinonimo de raça e determinação! Além da raça em campo, tinha força de expressão fora de campo, aliás fato raro para a maioria dos jogadores de futebol.
Um dia me lembro que após uma partida na Vila Belmiro em que ele teve uma excelente atuação, o reporter realizou uma afirmação semelhante a esta: Leo você realizou mais uma vez uma partida! Ele respondeu em um tom ríspido: "Pena que quem comanda a seleção não vê!
A sua saida em agosto de 2005 foi entedida pela torcida, ele precisava ir para o exterior pois na época tinha já 30 anos.
A noticia que estaria retornando para o Santos, foi muito bem recebida, mesmo sabendo que com isto não teria mais espaço para o Kleber no elenco. Eu confesso que fiquei 50 % feliz, pois o Kleber era o 3º jogador do elenco atual que mais vestiu a camisa do Santos, só perdendo para Fábio Costa e Domingos...Era uma referência para nós, mas isto são coisas da vida, nem sempre podemos ter tudo..rsrs.

Agora estamos ansiosos pela sua estreia, pois em Portugal ele foi eleito o melhor lateral por três anos seguidos...
Espero que contra o São Caetano podemos ver novamente o seu futebol em campo.

Uma menina na roda....

Pessoal

A partir de hoje este blog não será exclusivamente clube do Bolinha, agora tem uma menina na roda...rsrs...
Vinicius e Mafra, agradeço pelo convite e espero que possa contribuir...

Abraços
Dani Claudiana

Sim nós temos estádio.

Desde que me conheço por gente ouço os torcedores adversários dizerem que o Corinthians não tem estádio. Uma grande mentira ou uma total falta de informação.
Na verdade o Corinthians possui seu campo desde 1928 no mesmo local - o estádio Alfredo Schüring, que tem capacidade para 15 mil espectadores.
E nesse glorioso palco conquistamos o Campeonato Paulista de 1939. Outra curiosidade é que a final dos Jogos Panamericanos de 1963 entre Brasil e Argentina foi disputada lá também. Nessa seleção participaram os futuros tricampões mundiais Carlos Alberto Torres e Jairzinho.
O grande "problema" é que a torcida corintiana cresceu e cresce sem parar, tornando a Fazendinha inviável para jogos do Corinthians.
O Santos por exemplo tem um estádio à altura de seus torcedores. A Vila Belmiro tem capacidade para 20 mil espectadores e pode recebê-los com todo o conforto já que as médias de público dos santistas não passa de 10 mil torcedores.
Portanto pensem muito bem ao dizer que o Grande Corinthians não tem estádio. Possui sim, mas incapaz de receber sua grandiosa torcida.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Produto para exportação

Não acredito que nossos jogadores desaprenderam a essência do futebol brasileiro, marcado pela criatividade, ginga e malandragem, ou simplesmente resumindo, o nosso FUTEBOL ARTE. O que mudou foi o propósito deles. O jogador brasileiro deixou de se divertir jogando para focar no objetivo que menos se relaciona com o futebol em sua essência: o DINHEIRO. Faça a comparação: as crianças, na época que Zico brilhava e dava show com a camisa do Flamengo, diziam que queriam jogar como ele não para ganhar dinheiro, mas porque era um craque e ídolo da torcida. E assim era com as que se espelhavam em Sócrates, Falcão, Jorge Mendonça, entre outros. Existia alí a relação entre o jogador e a camisa do clube, o herói vestido nas cores do time preferido. Hoje, essa relação entre jogador e time, o ídolo/herói criado pelo tempo que se defende uma camisa pouco existe no futebol brasileiro. Salvo as excessões de Rogério Ceni, no São Paulo e Marcos, no Palmeiras, fica difícil ou até impossível citar outros contandos nos dedos de uma mão. E a ouvir de uma criança de hoje qual o seu objetivo em querer ser um jogador de futebol, uma das respostas, com certeza, é jogar na Europa e ganhar muito dinheiro como Ronaldo, Robinho, Ronaldinho e afins. O que se percebe é que em nossas bases nossos jogadores do futuro não estão sendo preparados para o futebol arte, o futebol que nós brasileiros gostaríamos sempre de ver, mas para o futebol metódico, baseado em esquemas táticos. Não no improviso e na criatividade. Baseados, sim, em cláusulas de contratos.

A beleza do futebol

Ok, o mundo anda meio complicado mesmo... O Phelps fumou maconha e pareceu o fim do mundo. O Robinho não soube lidar com uma Maria-chuteira. O Sarney e o Temer estão lá de novo. Não nevava tanto em Londres há 18 anos e não para de chover em São Paulo. A Marta é a melhor jogadora de futebol do mundo e o Brasil ainda não tem uma liga de futebol profissional feminino. É muita coisa ao mesmo tempo. É mesmo, ou é a gente que não está acompanhando as evoluções do planeta?

Alex Bellos, autor de "Futebol: The Brazilian Way of Life" e ex-correspondente no Brasil do jornal inglês The Guardian, disse: "... todos os melhores jogadores (do Brasil) estão na Europa, jogando de uma maneira europeia. Os brasileiros estão incrivelmente para baixo com a seleção, não porque eles pensam que o time é ruim, mas porque estão jogando um futebol mais violento. Para eles, eles não estão jogando aquele futebol feliz e cheio de graça da era Pelé e Garrincha. Nunca se ouve as pessoas falando de como eles ganharam a Copa de 94. Eles sempre se referem a 1982 como a última vez em que jogaram bonito. As pessoas são absurdamente nostálgicas aqui". Agora a pergunta é: nós deixamos morrer o futebol bonito?

Outras coisas acompanham a gente e não mudam. Ganhamos da Argentina no Sub-20 e eles reclamam da arbitragem. O Sarney e o Temer estão lá de novo. As chuvas provocam estragos no País inteiro. O Brasil ainda não tem uma liga profissional de futebol feminino. E o bilhete do metrô subiu mais um pouco.

Pois eu sugiro uma revolução: vamos mostrar para esses gringos que a gente ainda pode jogar bonito, sim! Que nossos jogadores podem jogar com graça e leveza como faziam na era de Pelé e Garrincha! Que nos lembramos das memórias recentes e comemoramos o presente! Que os nossos footballers vão para a Europa, mas continuam jogando com malemolência e ginga! Agora a pergunta é: o Alex Bellos tinha razão? Nós deixamos mesmo morrer o futebol bonito?

Brasileiros e brasileiras.

Hoje de manhã em Brasília foram eleitos os presidentes do senado - José Sarney (eterno) - e da câmara dos deputados - Michel Temer. Só pra variar mais um dia na capital federal em que ninguém trabalhou - leia-se criou ou aprovou alguma coisa que realmente mudará nossas vidas.
É impressionante, esses cidadãos tem ótimos salários, umas 319 verbas de gabinetes, carro particular e um monte de regalias. Mas o que eles fazem realmente por nós?
N-A-D-A!!!!!
Mudam as siglas e as cores dos partidos, mas na essência os políticos são todos iguais, lutam por alianças, favorecimentos, troca de poderes entre eles. Hoje o PT apoia o PMDB que ontem apoiou o PP e quando nada mais lhe interessava abandonou o partido apoiado e assim caminha nosso Brasilzão.
Parafraseando minha colega jornalista, atriz, corintiana e mãe Heloísa Cintra é mais uma Sarna pra coçar e uma coisa para Temer. Pegou?
Estamos de olho!