quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sem teto

Sem o Corinthians atuando no Morumbi os bambis precisam alugar o estádio e ficam sem casa para mandar seus jogos

Obviamente que elas não vão admitir, mas o fato do São Paulo utilizar o Morumbi como palco para grandes shows tem a ver com o Corinthians.
Após a frescura de limitar a presença Fiel em apenas 10% do seu estádio as Meninas do Morumbi arrumaram um problemão. O Corinthians, através do presidente Andrés Sanchez, não atua mais no Cícero Pompeu de Toledo.
Essa falta de grana – afinal jogo do Corinthians é sempre lotado – fez com que os bambis alugassem seu estádio para abrigar grandes shows.
E agora elas vão pagar caro por isso, pois no próximo domingo enfrentarão o Santos em Barueri, já que o Morumbi estará ocupado com o show da Beyoncé.
Os dirigentes bambis, cheios de pose, afirmaram incisivamente que essa medida é boa para o clube. Uma mentira sem tamanhos.
Estádio de futebol é para a prática de futebol. Vez ou outra utilizar o espaço para shows é válido. Porém a bambizada está sem grana e não assume que o Corinthians faz falta para eles. Nossas freguesas são orgulhosas.
Será que elas não sabem que o maior público já registrado naquela porcaria foi em jogos do Coringão? Além de tudo são mal informadas.
Sempre Corinthians!Ps.: A Fiel está muito feliz em atuar apenas no Pacaembu que é, sem dúvida nenhuma, a verdadeira casa do Corintiano.

Infiel Escudero

Timão misto e sem criatividade toma virada em quatro minutos e dá adeus a invencibilidade no Campeonato Paulista

Fazia tempo que nós perdíamos uma partida no Paulistão. O último revés aconteceu em 2008, quando em Bauru, perdemos por 3 a 2 para o Noroeste. De lá pra cá se passaram 28 partidas e um título invicto.
Ontem, quando tudo parecia que a invencibilidade continuaria a Ponte Preta estragou nossa festa. De camisa nova (muito bonita por sinal) o Coringão entrou em campo, mais uma vez, sem uma série de titulares. Elias, Ralf e São Jorge Henrique Guerreiro foram poupados, Ronaldo ainda se recupera da lesão na coxa e Roberto Carlos cumpria suspensão.
Com isso nossa dupla de ataque foi formada por Dentinho e Iarley – ambos sem inspiração no ataque, o meio de campo com Jucilei (sempre voluntarioso), Boquita, Edu e Danilo e na lateral esquerda o projeto mal acabado de jogador de futebol, Escudero.
A Ponte jogando em casa e bem armada pelo seu técnico Sérgio Soares veio com tudo para cima do Corinthians. Na primeira etapa, apesar do aparente domínio do time campineiro o placar não saiu do zero. Os lances mais perigosos foram duas bolas na trave, uma para cada lado.
Na segunda etapa aconteceram os gols. Aos 25 minutos Jucilei driblou a zaga da Ponte na entrada da área e disparou um torpedo indefensável.
Após o gol o Corinthians relaxou e deixou a Ponte trocar passes próximo a área. E tanta liberdade resultou em penalidade. Finazzi que tinha acabado de entrar no jogo recebeu na área, driblou facilmente Escudero e foi atropelado pelo argentino. Pênalti claro, que Fabiano Gadelha converteu com maestria. Quatro minutos mais tarde veio a virada com o próprio Finazzi que aproveitou o cruzamento que veio da esquerda e o cochilo de William que ficou admirando o atacante empurrar para o fundo das redes.
Mano tentou arrumar o time, tirou I arley e colocou Edno, sacou Escudero (que teve a cara de pau de sair reclamando) e pôs Morais e substituiu Jucilei por Tcheco, mas o Coringão não se acertou e acabou perdendo.
Gostaria de saber por onde anda Defederico que não é nem relacionado para ficar no banco. O Corinthians tem um bom time titular, porém alguns jogadores não tem qualidade e nem podem vestir a camisa preta e branca. Não podemos depender de caneludos como Escudero. Edno, Morais, Bill e Souza. Esses jogadores destoam dos outros atletas corintianos e com certeza devem ficar de fora da lista dos 25 atletas que disputarão a Libertadores. Se Deus quiser.
Vai Corinthians, 2010 é o ano do Centenário!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Torcida Fiel

No primeiro Corinthians e Palmeiras do ano, ficou explícita a grande diferença entre suas torcidas

Do lado do portão principal do Pacaembu a Fiel, do lado do tobogã a pequena, calada e descoordenada torcida do Palmeiras.
A fiel, pra variar, ocupou todos os lugares que lhe foi concedido, enfeitou o estádio com bandeiras, faixas, bexigas, soltou rojões, fumaça preta, apresentou – como segue a tradição sempre nos jogos contra a porcada – mais um dos seus bandeirões (lindo por sinal) e incentivou sem parar.
Já a porcada deixou vários espaços vazios no tobogã – da próxima vez liberaremos só o chiqueirinho – subiu um trapo velho e desbotado com os dizeres “Mancha não sei o que” ao lado de bexigas verdes, brancas e vermelhas (?) e só se manifestou quando Roberto Carlos foi expulso. Como eles são fracos.
Ficou provado que no Brasil só a Fiel agita sem parar e sabe como ninguém fazer a festa nos estádios e não importa qual seja o estádio.
Os porquinhos são fracos e male-má lotam aquele chiqueiro chamado Palestra Itália. Quando o jogo é fora de lá ficam em casa.
Tanto no campo quanto nas arquibancadas o resultado não poderia ser diferente, vitória do Coringão!
Valeu Fiel, mais uma festa inesquecível. Pena que dessa vez deixei minha máquina fotográfica em casa.

Adeus tabu

Timão Guerreiro joga com 1 a menos durante praticamente toda a partida e vence o fraco time do Palmeiras

Acabou o tabu! Ontem no Pacaembu, que recebeu 30 mil torcedores o Coringão venceu de forma heroica aquele timeco verde da Pompeia que acha que é grande.
O gol foi do melhor jogador do Coringão, São Jorge Henrique Guerreiro, logo aos 6 minutos de partida, após cruzamento de Tcheco.
Aí Roberto Carlos quis aparecer e deu um carrinho num tal de Joãozinho que joga na porcada. O juiz Wilson Luis Semene expulsou o jogador corintiano com apenas 8 minutos de jogo.
Engraçado é o critério dos árbitros brasileiros. No brasileirão do ano passado, o zagueiro porco, Danilo quase arrancou a perna de Jorge Henrique e não foi expulso, pois a porcada já tinha um a menos e o juizão amarelou. Sem problemas.
O Palmeiras ficou a maior parte do tempo com a bola nos pés, mas como o time é muito ruim não conseguiu furar a zaga alvinegra.
Com 1 a menos durante quase os 90 minutos, o Coringão mais defendeu do que atacou, porém quando chegou na área verde levou muito perigo.
Além de São Jorge Henrique Guerreiro, Danilo, Elias, Felipe e Alessandro tiveram grande atuação.
No ataque Iarley pouco pôde fazer e ajudou também na marcação. Tcheco é lento e sem inspiração, só jogou ontem pois Ronaldo, gordo e machucado estava fora.
Com a vitória o Corinthians assume a liderança isolada do Paulistão com 11 pontos e enfrenta na próxima quarta-feira a Ponte Preta, em Campinas.Vai Corinthians, no primeiro dérbi do Centenário só deu Timão!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Entrou em campo?

Corinthians joga mal, empata com o fraco Mirassol e Ronaldo sai machucado sem saber se joga o derby no domingo

Uma noite para esquecer. Esse foi o sentimento dos 18 mil fieis que foram ao Pacaembu para ver o Coringão.
O Mirassol, do técnico Pintado, veio fechado e dificultou a vida do Corinthians.
Mano Menezes escalou um time que podemos chamar de misto, poupando Chicão, Roberto Carlos, Ralf, Iarley e Jorge Henrique. Com isso quem estreou foi Danilo.
Confesso que não sou fã do jogador, porém ontem ele deu sinais que me enganarei. Se Deus quiser!
Em apenas uma partida Danilo deu muito mais velocidade e criatividade ao meio campo corintiano, coisa que Tcheco em três partidas não conseguiu.
Por falar em Tcheco, acho bom esse atleta começar a jogar bola e parar de se esconder nas partidas, pois, mais uma vez, não jogou nada.
Dentinho jogou com a camisa 10 e parece que o chá de banco está fazendo bem ao jogador.
Ronaldo, parecendo uma baleia orca, teve várias oportunidades e marcou seu primeiro gol no ano.
Após cobrança de falta, a zaga do Mirassol fez a chamada linha burra. O Fenômeno veio por trás da zaga, driblou o corintianíssimo goleiro Renê e foi pra Fiel.
Na segunda etapa pouca coisa mudou, o Corinthians atacava e o Mirassol se defendia.
Até que aos 13 minutos, numa falha imperdoável do espalhafatoso goleiro Felipe a equipe do interior empatou.
Ronaldo e Dentinho ainda marcaram um gol cada, mas o bandeira anulou os dois.
E para piorar o Fenômeno saiu machucado aos 25 minutos sentindo uma fisgada na coxa direita. Não se sabe ainda qual a gravidade da lesão, mas segundo o médico Paulo de Faria a contusão de Ronaldo é a mesma que o tirou da partida contra o Flamengo no final do ano passado.
Só espero que Mano Menezes deixe Tcheco no banco e escale força máxima para a próxima partida.

Será que é só amor?

Medalhões que defendem a seleção brasileira voltam para seus clubes de origem ganhando verdadeiras fortunas

Todo jogador brasileiro que se destaca nos campeonatos nacionais e na seleção é vendido para clubes do exterior. No começo dos anos 1970, eram apenas os clubes europeus que levavam nossos craques e a partir dos anos 1990 clubes da Ásia também entraram na concorrência pelas joias brasileiras.
Após alguns anos fora do Brasil, com o bolso cheio de dinheiro e com idade avançada, esses jogadores costumam voltar para o país. Porém, de alguns anos para cá, nossos atletas estão regressando mais novos. Ano passado tivemos como destaques Ronaldo no Corinthians, Fred no Fluminense, Adriano no Flamengo e nessa semana o Santos anunciará a volta de Robinho.
O que mais me chama a atenção é que a maioria desses atletas voltam para os clubes que os formaram para o futebol e quando chegam, rasgam elogios às suas torcidas e dizem que foi o amor ao clube de origem que os trouxeram de volta. Será que é apenas isso? Pois, Adriano voltou ao Flamengo, mas nem por isso deixou de ganhar altos salários. Ronaldo e Fred, mesmo não atuando nos clubes de coração, também recebem cifras astronômicas.
E Robinho não tinha concretizado sua volta à equipe da baixada santista sem antes acertar um belo salário.
Essa conversinha de amor a camisa é balela. Jogador de futebol gosta mesmo é de dinheiro e azar daqueles que acreditam no discurso esfarrapado desses caras.
Eu amo é o Corinthians, jogador de futebol eu trato como número.

Vale mais que o campeonato

O clássico entre Corinthians e Palmeiras mexe com a cidade e com as vidas dos seus torcedores

No próximo domingo, 31/01, Corinthians e Palmeiras se enfrentarão no Pacaembu em jogo válido pela 5ª rodada do Campeonato Paulista. Isso é informação.
Agora para corintianos e palmeirenses pouco importa o dia, o local e o campeonato em disputa, pois o clássico vale mais que qualquer competição.
A rivalidade é antiga, começou na década de 1910 e, prestes a completar 100 anos, ainda altera os ânimos de ambas as torcidas.
O Corinthians foi fundado em 1910 por operários do Bom Retiro que fascinados pelo futebol queriam um clube que os representassem. Surgiu o time do povo.
Quatro anos mais tarde a colônia italiana fundou o Palestra Itália, que em 1942 mudou o nome para Palmeiras por causa da 2ª Guerra Mundial e porque a diretoria bambi (desde essa época eles jogam sujo) quase invadiu a sede do Palestra.
Alguns historiadores dizem que o Palmeiras foi fundado por corintianos que foram expulsos do alvinegro por divergências de opiniões. Os palmeirenses, é claro, negam essa informação.
O fato é que o clássico entre as equipes é a maior rivalidade do Brasil, quiçá do mundo. Pouco tempo atrás a rede de televisão americana, CNN, divulgou a lista das maiores rivalidades no futebol mundial e entre os clubes brasileiros Corinthians e Palmeiras foram mencionados.
Nesse final de semana a cidade vai parar para acompanhar o maior clássico o mundo.