terça-feira, 20 de outubro de 2009

Apenas 11 pontos

O Timão se tivesse ganho do Goiás, Atlético-PR, Fluminense e Sport estaria a um pontos do líder. Pena que o "se" não joga

O ano de 2009 foi sensacional para o Corinthians e sua Fiel torcida. Juntos conquistamos de maneira INVICTA o Campeonato Paulista e fomos campeões da Copa do Brasil. O Coringão estava redondinho e com certeza era o melhor time do Brasil. Era!
Após as vendas de apenas três jogadores titulares o time parou de jogar - mesmo com os salários de todos os atletas sendo pago em dia. O técnico Mano Menezes, após a derrota para o Palmeiras, afirmou que o Timão não lutava mais pelo título. Então vencemos Atlético-MG e Internacional, dois times da ponta da tabela, o discurso mudou e a conquista do Brasileirão 2009 voltou a ser cogitada no Corinthians.
Tivemos dois empates que podemos considerar derrotas, pois, estávamos em vantagem e deixamos a vitória escapar nos jogos contra Barueri e Botafogo. E para fechar o caixão corintiano, perdemos no Pacaembu lotado para Goiás e Atlético-PR e no último domingo para o Sport, no Recife, além de empatar com o rebaixado Fluminense. Foram 11 pontos jogados fora, que se tivéssemos somados, estaríamos no calcanhar do Palmeiras.
Pior que isso é ouvir dos jogadores que falta motivação para disputar o campeonato. Um campeonato que eles deixaram escapar, porque os times da parte de cima da tabela também tropeçam e perdem pontos, veja os exemplos de São Paulo e Palmeiras que ganharam apenas um ponto dos últimos nove que disputaram.
Triste saber que o título escapou por falta de vontade dos jogadores.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acabou o ano?

Corinthians perde a décima partida no Brasileirão 2009, dessa vez para o rebaixado Sport. Ridículo!

Ontem, no Recife, o Coringão enfrentou o Sport, penúltimo colocado na tabela, que tinha conquistado até ontem, apenas seis vitórias. E apesar de enfrentar um adversário bem inferior e desesperado para não cair, o Corinthians perdeu.
Dois ex-corintianos foram nossos carrascos. No primeiro tempo, o boliviano Arce recebeu lançamento comprido de Dutra, dominou a bola, driblou facilmente o pesado e lento zagueiro William e disparou a bomba no ângulo do goleiro Felipe que nada pode fazer.
No meio, Marcelo Mattos continua perdido na marcação, Elias errava passes simples e Edno definitivamente mostrou que não é meia, apenas Jucilei teve boa atuação. Já no ataque Dentinho não criou nada, pra variar, ficou sassaricando na frente dos zagueiros pernambucanos e foi facilmente neutralizado.
No segundo tempo, Mano Menezes tirou o cansado Marcelo Oliveira, transferiu Balbuena para a lateral esquerda e colocou o atacante Henrique, que não acrescentou nada ao time.
O Sport sentiu que o Corinthians não ameaçava e ampliou na metade da segunda etapa. O atacante Wilson, formado no Santo Terrão Corintiano, disparou do meio de campo vencendo Balbuena na corrida e já dentro da área marcou.
Depois do gol o Corinthians não criou mais nada e aceitou passivamente a derrota.
O que me deixa mais indignado é que esse mesmo time conquistou com raça e determinação tudo o que disputou em 2009 e os líderes do Brasileirão estão vacilando demais na reta final. Caso esses jogadores descompromissados tivessem mais disposição, certamente, estaríamos brigando pelo título.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em busca do penta

Seleção brasileira sub-20 disputa hoje, às 15h, a final da Copa do Mundo da categoria contra a forte seleção de Gana

O futebol brasileiro busca no Egito mais um penta para sua galeria de títulos. O time do técnico Rogério (ex-zagueiro do Flamengo e Cruzeiro nos anos 1990) chegou à final da Copa do Mundo, categoria sub-20, após eliminar nas quartas-de-final a Alemanha, num jogo dramático e a Costa Rica na semi-final.
Os destaques brasileiros são, Paulo Henrique Ganso do Santos, Alex Teixeira e Alan Kardec do Vasco, Maicon do Fluminense e Giuliano do Internacional.
Os corintianos Bruno Bertucci e Boquita também fazem parte do plantel, são reservas, mas entraram no time em várias oportunidades.
A equipe de Gana, como toda seleção africana, tem como características a velocidade e a força física, além claro da suspeita de alteração na data de nascimento.
Em 1993 as duas seleções disputaram a final do mesmo torneio, disputado na Austrália. O Brasil sagrou-se campeão vencendo por 2 a 1, o time tinha o corintiano Marcelinho Paulista como capitão e os gols foram marcados Yan e Gian, ambos do Vasco.
O maior campeão do torneio são nossos hermanos que possuem seis conquistas.
Pra frente Brasil, salve a seleção!

Para ajudar os cariocas

Está mais do que na cara que a fórmula de disputa do Brasileirão, sugerida pela TV Globo, é para salvar os times do Rio de Janeiro

Cansados de disputar os campeonatos Brasileiros apenas para fugir do rebaixamento, os clubes cariocas, representados pela TV Globo, sugeriram uma nova fórmula de disputa para o Brasileirão dos próximos anos.
Seria assim: 20 clubes que se enfrentam, todos contra todos, ida e volta - como é o regulamento atual. No final dessa primeira fase, os três primeiros se classificam diretamente para a Libertadores e os oito primeiros disputam o título no estilo mata-mata, primeiro quartas-de-final, depois semi-final e final. Caso o campeão não seja um desses três primeiros clubes, também ganha vaga no torneio sulamericano. E se o campeão for um dos três que já garantiram a vaga no final da primeira fase, o quarto colocado disputará a Libertadores.
A supremacia do futebol paulista e o declínio do futebol carioca são inquestionáveis e por esse motivo os organizadores do nosso futebol querem alterar o campeonato Brasileiro.
Desde 2003, quando a primeira edição de pontos corridos foi disputada, apenas uma equipe fora do estado de São Paulo venceu a competição. O Cruzeiro de Luxemburgo conquistou o campeonato com sobras, levantando o caneco com quatro ou cinco rodadas de antecedência. Em 2004 o campeão foi o Santos, em 2005 o Corinthians e nas últimas três edições as Meninas do Morumbi. Nesse período, o máximo que o futebol carioca conquistou foi um terceiro lugar com o Flamengo em 2007.
Gosto e muito do campeonato com pontos corridos, pois quem vence é o melhor time ao final de 38 rodadas e toda partida é uma decisão.
Já temos a Copa do Brasil e a Libertadores no estilo mata-mata. Mudar a fórmula agora é dar oportunidade aos incompetentes de conseguir o título em seis jogos, o que não é justo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

32 anos da libertação

Na última terça-feira, dia 13/10, comemoramos mais um aniversário do título mais importante da história do Corinthians

Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço e Luciano; Vaguinho, Geraldão, Basílio e Romeu. Esses jogadores entraram em campo no dia 13 de outubro de 1977 e fizeram a Fiel soltar um grito entalado na garganta durante 23 anos.
Palhinha, nosso jogador mais habilidoso não pode atuar, pois, havia se contundido na partida anterior.
O adversário da final foi a fortíssima equipe da Ponte Preta que contava com o goleiro Carlos, o zagueiro Oscar, o meia Dicá e o atacante Rui Rei.
Na época, o campeonato Paulista era disputado no segundo semestre e foram três partidas na grande final, isso porque, o Corinthians venceu a primeira por 1 a 0 e perdeu a segunda por 2 a 1.
Não havia saldo de gols para decidir o campeão e sim mais um jogo.
Basílio fez o gol corintiano aos 37 minutos da segunda etapa após confusão na área pontepretana.
Quem viveu essa época disse que no dia seguinte a cidade de São Paulo não funcionou, isso porque, muitos corintianos passaram a noite comemorando o feito.
Para entender um pouco mais desse histórico título, assistam ao filme 23 Anos em 7 Segundos, uma obra prima do cinema brasileiro que narra com maestria essa data inesquecível e consegue transmitir ao público o que é ser corintiano.

Desconfiança?

Quando retornou ao futebol ninguém imaginava que Petkovic fosse tão útil. Hoje ele é indispensável ao time do Flamengo


Em 1997 o time do Vitória surpreendeu o futebol brasileiro ao contratar um jogador sérvio chamado Petkovic. Ninguém conhecia o atleta e claro a desconfiança foi geral.
Aí o gringo mostrou que tinha (e tem até hoje) um futebol de jogador brasileiro, fazendo ótimas partidas pelo time baiano.
Não demorou para que um clube grande - não que o Vitória não seja - contratasse o jogador e ele foi parar no Flamengo. Com sua perna direita precisa nas cobranças de falta o jogador se destacou no clube carioca e conquistou alguns títulos por lá. Brigou com a diretoria flamenguista, que pra variar não pagou o jogador e foi para o maior rival, o Vasco.
Após passagem pouco animadora no time da Colina, Pet - como é carinhosamente chamado no Brasil - ainda defendeu as cores do Fluminense, Atlético-MG e Santos. Porém em nenhum desses clubes foi destaque.
No meio desse ano o Flamengo recontratou o sérvio, como forma de quitar a dívida que tem com o jogador. Pet começou no banco e toda a imprensa esportiva disse que o Fla tinha dado um passo para trás contratando o jogador.
Em pouco jogos o atleta conquistou a titularidade no time e hoje, ao lado de Adriano, é peça fundamental no Flamengo do técnico Andrade.
Alguns jogadores e clubes são feitos uns para os outros, e o caso de amor entre Petkovic e Flamengo comprova isso.

Nada mudou

Embalado por 60 mil uruguaios, a seleção celeste decepciona em casa e disputará a vaga para a Copa 2010 na repescagem

De nada adiantou a torcida dos brasileiros, chilenos, paraguaios, enfim de todo o mundo, a favor da seleção do Uruguai. Em pleno estádio Centenário, os argentinos venceram por 1 a 0, garantiram sua vaga na Copa 2010 e deixaram os uruguaios na repescagem contra o representante da Concacaf, dessa vez a Costa Rica.
O clima era todo favorável ao Uruguai, que logo no começo de partida pressionou o time comandado por Maradona. Mas a seleção não teve técnica e paciência suficiente para furar o bloqueio argentino. Verón, que sagrou-se campeão da Libertadores 2009 com seu time de coração, Estudiantes de La Plata, ditava o ritmo do jogo no meio campo.
O Uruguai tem como seu melhor jogador o zagueiro ex-bambi, Lugano. Mas os uruguaios precisavam de gols, no mínimo um para se classificarem direto à Copa. Diego Forlán era quem mais ameaçava a defesa dos argentinos, mas nada que pudesse assustar os hermanos.
Todo jogador argentino sabe como segurar uma partida. A catimba e toque de bola são as principais qualidades dessa e de todas as seleções da Argentina.
Quase no final da partida o lateral esquerdo uruguaio, Cáceres, fez falta na entrada da área e na sequência recebeu cartão vermelho.
Na jogada ensaiada, Messi tocou para Verón que soltou a bomba, no bate-rebate a bola sobrou no pé de Bolatti, que tinha acabado de entrar e fez o gol.
Festa no banco de reservar dos hermanos. E mais uma vez a Argentina está na Copa.
No final da partida Maradona chorou, beijou toda sua comissão técnica e xingou os jornalistas argentinos, atitude normal para um cidadão nunca respeitou ninguém na vida.
Os uruguaios mostraram mais uma vez que só raça e pancadaria não ganha jogo, é preciso ter paciência, toque de bola e saber a hora de aproveitar as oportunidades. Tomara que contra a Costa Rica eles saibam vencer.