segunda-feira, 17 de agosto de 2009

É assim que se faz

O Corinthians ocupava a 11ª colocação no Brasileirão 2009, mesmo assim mais de 20 mil fieis compareceram ao Pacaembu

Fiel. É este o nome dado - não sei por quem - à torcida do Corinthians. Eu sou um deles.
E a cada ano que passa entendo porque nos chamam assim.
Semana passada liguei para meu primo, meus amigos e alguns colegas do bairro para saber quem iria ao jogo e todos me deram a mesma resposta: "Vamos pro Paca".
O Coringão não vencia a cinco partidas, não aparecia nem entre os 10 primeiros colocados, os ingressos continuam com preços absurdos, mas a Fiel não falha e ontem 21 mil corintianos viram de perto a vitória sobre o Atlético-MG.
Só para ter um ideia, no sábado, um dia antes do jogo do Coringão, se enfrentaram no Parque Antarctica Palmeiras e Botafogo. O público foi de apenas 24 mil torcedores. Detalhe, o Palmeiras é líder do campeonato.
A torcida das meninas do Morumbi não sai nem na foto. Lembro-me muito bem que quando o SP figurava na 12º ou 13ª posição o estádio delas recebia no máximo 6 mil pessoas. Agora que venceram algumas partidas, elas se vestem de Jason (patético) e comparecem - não em grande número é verdade.
O Corinthians é um clube diferente e sua torcida também. Não vamos ao Pacaembu esperando apenas pela vitória, pois, em algumas oportunidades os adversários são melhores que nós. O que nos importa é estar presente e incentivando o Corinthians. Essa é a nossa contribuição.
O Corinthians as vezes pode falhar. Nós não!
Vai Corinthians.

Reencontro com a vitória

Após cinco partidas sem vencer o Timão afasta a má fase diante do Atlético-MG num Pacaembu que recebeu úm ótimo público

Com uma nova formação e muito empenho dos atletas o Coringão fez as pazes com a vitória. Tá certo que o Atlético-MG veio para São Paulo sem seis titulares, mas o Corinthians também jogou desfalcado de Alessandro, Morais e Marcelo Oliveira.
O time de Mano Menezes dominou as ações desde o começo da partida. Dentinho pela direita e Jorge Henrique pela esquerda infernizaram a zaga atleticana.
O único susto pra Fiel foi o lance que o atacante do Atlético-MG Diego Tardelli chutou devagar a bola na meta de Felipe. O goleiro já estava batido no lance e nada pode fazer, mas Edu correu a tempo de mandar a bola pra fora.
E aos 26 da primeira etapa o Coringão abriu o placar. Dentinho recebeu na ponta esquerda, foi pra dentro da área, driblou e chutou forte. A bola desviou num zagueiro atleticano e foi morrer no fundo das redes.
Festa nas arquibancadas do Pacaembu que recebeu 21 mil fieis.
No segundo tempo a pressão corintiana continuou com força total. Logo aos seis minutos da etapa final o centroavante Henrique roubou a bola no meio de campo e tocou para Boquita, que de fora área colocou no ângulo direito do goleiro mineiro.
Daí pra frente o Corinthians só administrou o resultado e esperou o jogo terminar. Renan, volante do time mineiro ainda arrumou tempo de fazer falta em Elias e ser expulso.
O Coringão está em oitavo lugar a nove pontos do líder e próximo jogo é quarta-feira contra os cholorados de Porto Alegre lá no Sul.
É o Corinthians ainda brigando pelo título.

Festa portuguesa

No clássico português disputado no Canindé, quem se deu melhor foi o visitante do Rio de Janeiro

Quando era pequeno, ou se preferir, mais novo, tinha uma vizinho que eu chamava carinhosamente de tio Osvaldo que dizia: "Torcer para a Portuguesa é cair no conto do vigário".
E no último sábado entendi o porquê desta frase.
Os seguidores do blog devem se lembrar que na partida entre Lusa e Guarani não compareci e acabei arrependido.
E como não queria perder novamente a oportunidade de acompanhar um belo jogo de futebol, no último sábado, dia 15/08, fui ao Canindé e conferi o confronto da Portuguesa contra o Vasco.
A Lusa jogava desfalcada do seu artilheiro Cristian. Já o Vasco veio completo, exceção do lateral esquerdo Ramón. Carlos Alberto era o articulador dos cariocas.
Logo aos 5 minutos do primeiro tempo a Lusa marcou seu único gol com o centroavante Dinei. Festa verde e vermelha no Canindé. O Vasco pouco atacava.
Aí Felipe Gabriel, o 10 da Lusa sentiu uma contusão e foi substituído por Heverton. A Portuguesa parou de criar. Até carimbou a trave vascaína no final da primeira etapa, mas não ampliou o placar.
Começa o segundo tempo. O Vasco vem com tudo pra cima da Lusa e a pressão carioca surte efeito. Aos 11 do segundo tempo o zagueiro Gian empatou a partida. O volante Ygor da Portuguesa foi expulso logo depois e faciliou a vida dos vascaínos.
Só que Ernani do Vasco também foi para o chuveiro mais cedo após fazer falta e receber o segundo amarelo.
O jogo parecia que seguiria para um empate, quando aos 37 da etapa final Eltón costurou a zaga lusitana e cruzou para Adriano virar a partida. E o mesmo Eltón marcou o terceiro numa cobrança de pênalti e fehou o caixão da Lusa.
Acho que o tio Osvaldo tinha razão.

Overdose futebolística

Após 40 dias sem comparecer aos estádios, assisti a dois jogos, um no sábado pela série B e outro no domingo pra ver o Coringão

Como faz falta ficar sem o futebol no final de semana. Desde que vencemos as meninas do Morumbi, no dia 21 de junho, não acompanhava no campo uma partida.
Aí resolvi tirar o atraso em dose dupla.
Sábado, pela série B um jogaço no Canindé. E como moro a 15 minutos do estádio não poderia perder a oportunidade. A festa da colônia portuguesa estava formada. Lusa e Vasco se enfrentaram pela 18º rodada.
O público foi bom, quase 10 mil pessoas viram os cariocas vencerem por 3 a 1 de virada. Ao final da partida degustei de um belo bolinho de bacalhau, tradição na padaria que fica dentro do Canindé.
Já no domingo o jogo que eu realmente aguardava. Corinthians e Atlético-MG fechando o primeiro turno do Brasileirão 2009.
Cheguei cedo ao Pacaembu, encontrei vários amigos, meu primo Rodrigo, meu brother Lama, conversamos sobre a atual situação do Coringão e entramos pra ver a partida.
A Fiel mais uma vez deu show. Foram 21 mil corintianos agitando sem parar. Coisa de torcida apaixonada que não comparece apenas quando a fase está boa.
O Timão venceu por 2 a 0, espantou a mini-crise e está a 8 pontos do líder. Eu ainda acredito.
Final de jogo saí apressado e fui pra casa de busão. Cheguei em casa e vi pela TV o show corintiano.
Vai Corinthians!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mais um hermano

Uma das promessas do futebol argentino, o meia atacante Matías De Federico do Huracán, está praticamente contratado pelo Coringão

Ele é canhoto, gosta de armar as jogadas e é argentino. Assim como no Brasil, quando buscamos substitutos para os ídolos, na Argentina acontece o mesmo e os críticos o chamam de novo Messi.
Matías De Federico, 20, está com as malas prontas para desembarcar no Corinthians. Por enquanto é atleta do Huracán, um time inexpressivo no país dos hermanos, assim como São Paulo, Palmeiras e Flamengo são aqui no Brasil.
E os anti-corintianos se perguntam porque um jogador argentino que tão bom não foi negociado com nenhum clube europeu?
A resposta é muito simples: CORINTHIANS.
Corinthians tem Ronaldo, o atleta mais fomoso do mundo. Eleito três vezes o melhor jogador de futebol, 1996, 1997 e 2002. Artilheiro máximos das Copas do Mundo com 15 gols. E que em dezembro após sua contratação, foi ridicularizado por parte da imprensa.
Os donos dos direitos fedederativos do argentino acreditam que uma transferência para qualquer clube europeu lhes renderia pouco dinheiro, pois, repito, o Huracán é um time pequeno.
Sua passagem pelo Corinthians, aliado ao fato de atuar junto de Ronaldo dará ao atleta uma visibilidade maior.
De Federico atuou pela seleção argentina no amistoso contra o Panamá. Os hermanos venceram por 3 a 1 e o jogador fez um gol.
Pelas imagens vistas na TV e no Youtube trata-se de um jogador habilidoso e com faro de gol.
Mas, como sua contratação ainda não está 100% concretizada resta esperar.
A diretoria corintiana tem crédito. Contratou no começo do ano passado André Santos, Chicão, Elias, Cristian e outros jogadores que eram desconhecidos, porém, se firmaram no Corinthians e hoje estão muito valorizados.
Se De Federico tiver a habilidade de Tevez e a raça de Herrera, será muito bem vindo ao Coringão. Ops, Coringón...






Acreditar em quem?

A novela da contratação do meia argentino Riquelme ganha mais um capítulo. Seu empresário nunca foi contatado pelo Corinthians

O Corinthians realmente á o maior clube do Brasil. Tem uma torcida única que acompanha o time em qualquer lugar e situação. É diferente dos outros clubes, por isso seja tão difícil apontar quem é o seu maior craque. A torcida ama em primeiro lugar o clube, não os jogadores que vestem sua camisa.
E para a imprensa esportiva o Corinthians é fundamental. Falar, mesmo que seja mal do Corinthians gera receita. Os sites e blogs são mais acessados, as rádios mais ouvidas, a audiência na TV aumenta e os jornais vendem muito mais quando têm uma notícia do Timão na primeira página.
Mas isso também é preocupante. Essa corrida atrás de dinheiro faz com que muitas vezes os veículos publiquem algumas mentiras.
Se um dirigente corintiano viaja para a Europa a imprensa informa três ou quatro nomes para contratação. Coisas que nem sempre acontecem, pois, desta vez Andres Sanchez viajou para acompanhar a seleção brasileira na Estônia.
Comentei sobre esse assunto porque após a conquista da Copa do Brasil e da venda de alguns jogadores corintianos a imprensa só fala na contratação de Riquelme. A última notícia é que os representantes da DIS, empresa do grupo Sonda, estarão amanhã (15/08) em Buenos Aires para negociar a vinda do craque.
Porém, no programa Estádio 97 de ontem, o radialista Benjamin Back disse que conversou por telefone com o empresário de Riquelme, que está na Espanha e diz não saber de nenhuma negociação. Disse que toda essa conversa é uma fábula.
Pois é meu amigos, assim fica difícil acreditar na imprensa esportiva.
Quem será que está dizendo a verdade?
Ou será que todos estão mentindo?
Certo mesmo é acreditar e incentivar os jogadores que hoje fazem parte do grupo. Por esse motivo estarei no Pacaembu, domingo, no jogo contra o Atlético-MG.
Vai Corinthians!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Participar porque

Clubes sem chances de conquistar vaga na Libertadores, lutam para disputar a Copa Sulamericana, depois desdenham do torneio

O discurso é sempre o mesmo do meio para o fim no campeonato Brasileiro. Os técnicos e jogadores dos clubes que não almejam mais a disputa da Libertadores e os ameaçados de rebaixamento sempre dizem que correrão atrás de uma vaga na Copa Sulamericana.
Desde 2002 - ano da primeira disputa da competição - é assim.
Porém, ao começar o campeonato os clubes brasileiros deixam a seriedade e o profissionalismo de lado e escalam seus times reservas.
Flamengo e Fluminense disputarão uma das vagas para a próxima fase e já disseram que não utilizaram sua força máxima.
A exceção foi o Internacional ano passado. Os cholorados de Porto Alegre levaram o título ao bater na final o Estudiantes (ARG).
Agora eu me pergunto o porquê de participar do torneio se não há interesse em vencê-lo?
Talvez a desculpa de buscar uma vaga na Copa Sulamericana sirva como prêmio de consolação às torcidas.
Diferentemente dos brasileiros, os clubes argentinos sempre disputam o torneio para ganhar.
San Lorenzo, Boca Juniors (duas vezes) e Arsenal de Sarandi já levantaram o caneco para os hermanos.
A Copa Sulamericana não tem o prestígio da Libertadores, e isso é óbvio. Entretanto, dá ao vencedor uma bela quantia em dinheiro.
Em 2009 o Corinthians não disputará o torneio, mas acredito que para um clube que ainda não ganhou nenhum título sulamericano seria importante utilizar a Copa Sulamericana como laboratório, enfim, acostumar-se a disputar jogos contra as equipes de fora nas situações mais adversas que conhecemos.
Em 1998 o Palmeiras ganhou a Copa Mercosul, que corresponde a atual Sulamerciana, e no ano seguinte foi campeão da Libertadores.
O mesmo aconteceu com o Internacional que em 2005 chegou à semi-final contra o Boca Junior e perdeu, mas, adquiriu experiência e em 2006 venceu a Libertadores.
Acho que a Conmebol deveria obrigar os clubes a disputar o torneio com sua força máxima. E os brasileiros deveriam ser mais profissionais e disputar com vontade a competição.