sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Público 10ª rodada

Olá pessoal, fazia tempo que não informava os públicos no jogos dos grandes desse Paulistão.
Seguem abaixo os dados.

25/02/2009 - Corinthians 2 x 0 Noroeste - 18.018
25/02/2009 - São Caetano 3 x 4 palmeiras - 5.456
26/02/2009 - são paulo 3 x 0 Oeste - 4.791
26/02/2009 - Bragantino 2 x 2 santos - 2.107

Se no Paulistão 2009 ainda não tem nada definido, deu pra notar que nas arquibancadas só da a Fiel. EU JÁ SABIA!!!!

Pra inglês ver.

Não sei se vocês tiveram a oportunidade de assistir na televisão uma propaganda da Federação Paulista de Futebol em que um torcedor chega ao estádio e quer se posicionar no assento descrito no seu ingresso. É até uma animação bacana, bem feita e divertida.
Mas como nosso futebol está uma bagunça - ou sempre foi - segue abaixo o ingresso do último confronto entre São Paulo e Corinthians, válido pelo Paulistão 2009, tão exaltado pela FPF.
Notem que não há numeração de FILA e CADEIRA no bilhete.
Acredito que no Brasil essa cultura de ingressos numerados e pessoas respeitando os assentos não cole, será quase impossível vermos os estádios brasileiros com os padrões ingleses - cadeiras numeradas e campos sem alambrado. Porém parece que a cada dia que passa os comandantes do nosso futebol querem o mínimo de pessoas nos estádios.
Podemos copiar o exemplo de um país de terceiro mundo que é o nosso vizinho. Na Argentina, os ingressos não tem esse preço absurdo cobrado aqui, ninguém respeita numeração de cadeira, porém todas as partidas estão praticamente lotadas. Lá o privilegiado é aquele que se descola ao estádio. Aqui no Brasil seremos obrigados a assistir os jogos em casa, pelo menos não correremos risco de sofrer nenhuma violência por parte das próprias torcidas e da polícia.
E a Federação Paulista ainda me vem com essa historinha de ingresso numerado?

Onde está demarcado a fileira e a cadeira que o torcedor deve se acomodar?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

TUCURUVI MINHA PAIXÃO!


Olá pessoal,
Fim de carnaval, volta à rotina e à realidade, o ano começa agora.
Ausente do desfile do ano passado, voltei ao Anhembi no sábado dia 21/02 para desfilar pela minha escola de coração, o Acadêmicos do Tucuruvi, ou simplesmente Zaca.

Deu tudo certo, a escola não perdeu nenhum ponto, passou contagiando a avenida e conquistou a honrosa sétima colocação. Uma ótima posição para uma escola pequena, sem grandes patrocinadores e nada badalada pela rede Globo.
A maratona começou na rua Carlos Gomes, no coração do Tucuruvi. Acompanhado de amigos, irmão, namorada e cunhada fizemos o "esquenta" na casa do meu camarada Cesar. Foram momento inesquecíveis de muitas risadas e brincadeiras. Esquentamos de verdade ao relembrar sambas antigos da nossa escola e fomos acompanhados pela Bateria Show.
Depois de mais de três horas de bagunça partimos rumo ao Anhembi. No trajeto fomos obrigados a fazer uma pequena pausa em frente a X-9 para comprar isotônicos e refrigerante para galera. Ahahahaha.
Na chegada ao sambódromo tudo tranquilo, encontramos passistas de várias escolas, todos curtindo o clima do carnaval.
Entramos na avenida no horário determinado e levantamos a arquibancada.
Foi simplesmente lindo! É emocionante poder representar nosso bairro na avenida ao lado de amigos.
É isso aí galera, ano que vem tem mais e com certeza estarei na avenida novamente.
"Vem amor que a hora é essa, Canta forte tira o pé do chão, Ouro Preto é o meu tesouro, Tucuruvi minha paixão"

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Seguro para Torcedor

Escrevi recentemente sobre a violência nos estádios e me deparei com dois artigos muito interessantes nesse Carnaval sobre o tema no jornal "O Estado de São Paulo".

O primeiro foi sobre o direito a um seguro que todo torcedor pode acionar, mas que nunca foi utilizado. Acho importante passarmos essa informação adiante. Veja a matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090221/not_imp327739,0.php.

O outro artigo foi escrito pela Profª Heloísa Reis, Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol (GEF) da Faculdade de Educação Física da Unicamp, que relata brevemente a experiência realizada na Espanha: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090222/not_imp328144,0.php.

A socióloga defende uma polícia especializada para os jogos de futebol. Vou além, precisamos de uma polícia especializada, de dirigentes profissionais na frente dos clubes e de um Governo Federal, através do seu Ministério de Esportes, comprometido em modificar as estruturas existentes.

E para finalizar, desanima ver o presidente do Sport Club Corinthians com a camisa da diretoria de determinada torcida organizada nesse Carnaval. No mínimo, dá margens a interpretações de vínculos...

Até a próxima!

Uma pausa.

Em primeiro lugar devo anunciar que nos próximos 38 dias estarei em férias! Ufa! E, enfim, pude parar para postar. Tenho pensado muito ultimamente nessa palavra: pausa. E só de pronunciá-la sinto uma alegria enorme. Pausa do trabalho, da rotina, das pessoas e, assim, poder então dar espaço pros desejos, pra tudo o que der vontade de fazer. E nos planos de férias, tentarei, no dia 18/03, assistir meu time, São Paulo, mostrar o que é futebol na partida contra o Defensor, em Montevidéu. Quem sabe até posto alguma coisa de lá. Já até peguei umas dicas sobre o Uruguai com meu amigo Paulo, que também escreve por aqui. Quanto a lugares para assistir as partidas aqui em sp, realmente sempre temos dúvidas, o Rogério e eu, sobre onde assistir. Sei que tem um bar na Vila Madalena, o Pabotim, que há muito tempo passava todas as partidas, inclusive as pagas, mas não sei como está agora. Na aclimação tem um bar chamado Pedra Azul que tem um telão bem legal e é bem tranqüilo pra ver os jogos, mas só os abertos, tem um outro bar, na aclimação também, não lembro o nome, mas fica na esquina da rua Lacerda Franco com a Basílio da Cunha, com predominância de palmeirenses, que passa vários jogos também, assistimos Corinthians e Mogi-Mirim lá... Bom, quando tiver mais sugestões de lugares falo pra vcs. Pra não deixar de falar de samba: o desfile da Beija-Flor está bem bonito. Pra não deixar de falar de rock: não percam o show da banda The Unplay, dia 10/04, no bar Fidalga 33. Até mais.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Somos Mesmo Terceiro Mundo...

Estou postando aqui pela primeira vez e gostei muito de saber que terei a companhia do Vinícius para celebrar as vitórias do Sport Club Corinthians Paulista.

Mas queria iniciar com algo que infelizmente, não será muita novidade ao longo do ano: a situação precária do nosso querido futebol brasileiro, de tantas glórias. Infelizmente, levamos para o futebol os nossos problemas políticos e sociais.

Podemos buscar um exemplo de mudança com o país que justamente criou e organizou o futebol. A Inglaterra entre 1980 a 1990 viveu o apogeu do hooliganismo. Hooligans são um fenômeno de torcedores extremamente agressivos, vindos de diferentes classes sociais, interessados em causar sérios danos físicos aos torcedores adversários. Seus ideais são muito semelhantes aos grupos néo-nazistas. Para piorar, os estádios ingleses eram velhos, estavam sucateados. Em um deles, em Sheffield, 1988, morreram dezenas de torcedores esmagados em uma partida entre os times Nottingham Forest e Liverpool. Era o limite! Uma situação semelhante a que vemos no nosso país.

A diferença é que lá, os ingleses não puseram "panos quentes". Era preciso mudar. Criou-se uma comissão formada por diferentes segmentos da sociedade e elaboraram um plano para melhorar as condições dos torcedores nos jogos de futebol e eliminar a ação dos hooligans. Uma das propostas foi terminar com grades e alambrados, pois eles entenderam que se o torcedor entra no estádio já sendo tratado como animal, ele se comportará como um. Parece lógico. E é. Bom, sabemos como essa história acabou: não há mais casos de hooliganismo nos jogos de futebol por diversas outras ações que somadas, foram eficientes e os ingleses, que tem o campeonato mais ric0 do mundo, assistem seus jogos sem alambrados. Público que consome futebol e que se diverte com a finalidade pela qual pagaram. E voltam para suas casas com segurança. Todos lucram: os times, os torcedores, os jogadores, enfim a sociedade do futebol inglês.

O que aconteceu no último domingo no jogo entre o São Pequeno e o Corinthians era previsto: dezenas de torcedores atendidos nos hospitais e depredações no estádio, inclusive por torcedores tricolores. Até quando continuaremos assim? Algum diretor do São Pequeno assumiu a responsabilidade? Trataram os torcedores adversários como inimigos e vândalos, criaram um "gueto" dentro do seu próprio estádio, cercado por vidros, grades e por um muro estreito. A nossa polícia por sua vez, não tem ações preventivas. O Ministério Público entende que a melhor situação são jogos com uma torcida somente. Enfim, caminhamos para a mesmice, para a cultura dos "panos quentes" e soluções bizarras. Os estádios continuarão com seus banheiros imundos, com sua praça de alimentação pobre, com todas as dificuldades de acesso ao deficiente físico, com suas "jaulas", com o policiamento violento, com a precariedade do transporte público. Os jogos acontecerão em horários excelentes para os interesses comerciais das redes de televisão e horrorosos para o torcedor trabalhador. E o Governo Federal e o Ministério do Esporte continuarão de braços cruzados, incompetentes. Claro, a Copa de 2014 onbrigará a "maquiar" a estrutura do futebol brasileiro, mas sabemos como a situação será depois. Por que não começar a mudar agora?

Como torcedor do Corinthians, quero assistir um espetáculo de qualidade, quero ter acesso fácil ao estádio sem ter que ser "esmagado" dentro do transporte público ou dificuldade em estacionar o carro em locais próprios e seguros para isso. Quero me alimentar com boas opções nutritivas, quero entrar em estádios com amplos corredores que facilitem o fluxo de entrada e saída. Quero sentar em uma cadeira limpa, reservada. Quero usar um banheiro limpo. Resumindo, quero ser tratado com respeito pelo meu próprio time, amparado pelo Governo que deve fiscalizar se meus direitos estão sendo concedidos, e não um Governo conivente com a situação precárias que encontramos. E, claro, me alegrar com os gols do Fenômeno em cima dos nossos fregueses e da italianada palestrina.

Para terminar, recomendo para os que querem entender um pouco mais desse fenômeno social que é o futebol, a leitura do excelente livro "A Dança dos Deuses", escrita pelo historiador Hilário Franco Jr. Uma aula de cultura e conhecimento.

Até a próxima!

Onde assistir?

Segui a vitória celeste, na histórica estréia de Kléber - dois gols e uma expulsão em 15 min - pela internet. O Cruzeiro estreiou bem na Libertadores, como já vinha fazendo nas últimas edições, jogou mal o primeiro tempo, é verdade. Vai ter problemas com o Kléber se este não se aprumar, mas foi uma ótima estreia. Continuamos 100% (não sei até que ponto isso é bom, mas que é bom dizer isso, ah, é!).
Tive que seguir o jogo pela internet porque estava trabalhando. Mas torcer para um time de outro estado, a menos que você tenha canal Pay per View, não é tarefa fácil quando o assunto é assistir aos jogos. O Fernando, como torcerdor colorado, deve saber o que digo.
Fim de semana passado fui ao Teatro Imprensa assistir a peça Dois Irmãos, baseado no livro homônimo de Milton Hatoum, uma boa dica, tanto a peça quanto o livro. Como cheguei cedo, fui dar uma volta pelo entorno e, na rua de trás, me deparo com um simpático bar chamado Toca da Raposa, o nome não poderia ser por acaso e, na mais clássica tradição mineira, ostentava discreto, o símbolo do Cruzeiro. Pensei que ali eu conseguiria ver os jogos do meu time.
Trago então para esta mesa de discussão o seguinte tema "onde é o melhor lugar para assistir aos jogos dos nossos times?"
Santista de nascimento posso sugerir para Dani o Chopp Santista, em Santos, como um bom lugar para os jogos do Peixe. Como cruzeirense, fico com o Cristal Bar, na Cardoso de Almeida, tem telão, um bom chopp, boas porções e o único lugar que assisti um jogo do Cruzeiro! Ainda não fui à Toca da Raposa, na Bela Vista, mas prometo notícias assim que conseguir ir lá em dia de jogo.

abraços
P.